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EDUCAÇÃO

E a vírgula serve para quê?

Sabe, leitor, escrever é um alento em tempos tão estranhos. Mas escrever impõe dar pausas, assim como a vida. Pausas na escrita são marcadas por vírgula. E na vida? Bem, aí já é outra história. 


No texto falado, quando fazemos uma pausa, modificamos também a entonação e na escrita o que faz ou marca essa mudança de entonação é a pontuação.

Neste texto, trataremos sobre a vírgula, um sinal gráfico que marca pequena pausa nas frases. Diferente do ponto que finaliza, a vírgula marca pequenos deslocamentos de elementos dentro da frase.

Mas quando usar?

Ou melhor, quando não usar?

O erro mais comum é separar o sujeito do predicado ou o verbo do complemento, pois a ordem direta das frases em português apresenta o sujeito, o predicado e os complementos. Quando a frase obedece a essa ordem não haverá vírgulas.

Vejamos:

José comprou uma casa para seu filho.

A frase está na ordem direta, então nenhuma vírgula é admitida.

Se, no entanto, a ordem for modificada, aí a presença de vírgulas é obrigatória para marcar esse deslocamento:

Para seu filho, João comprou uma casa.

E quando mais usar?

Quando há vocativo, quando chamamos alguém:

João, você comprou uma casa para seu filho?

Ou quando temos aposto, uma explicação:

João, meu primo, comprou uma casa para seu filho.


Quando a frase apresenta adjuntos adverbiais fora da posição padrão, isto é, não estão no final da frase:

João comprou uma casa para seu filho na semana passada.

Na semana passada, João comprou uma casa para seu filho.

Percebeu, leitor, que na primeira frase não usamos vírgula, posição padrão no final da frase;na segunda, houve deslocamento do adjunto adverbial (ou do termo) e a vírgula se tornou obrigatória.

E os outros casos? Isso é tema para outros textos... Devagar como a vírgula... Essa é a Armadilha da Língua...

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