38 anos.png
Murilo.png
OPINIÃO

Sol entre nuvens

'O ano promete...'



O fato é que, contrariando as perspectivas pessimistas e, às vezes até crendo nos arautos do fim do mundo, aqui estamos. 2021. Muitos se apalpam e beliscam para obter a sensação de realidade que, não raro nos parece faltar. Quando o novo ano dá os primeiros passos, vislumbramos as possibilidades, ainda algo distantes, de acordarmos deste pesadelo. 

Claro que no passado, não tão distante, nosso planeta conviveu com pestes e pragas, proporcionalmente à população mundial da época, as perdas de vidas foram quase tão devastadoras como agora, mas nada tão infames, tão estúpido como o que estamos a ver.

A estupidez que teima em nos deixar estupefatos não é só a presença de um vírus infame, maldito, insidioso, mas também pelas sandices, a incúria e a incompetência de alguns, especialmente investidos em autoridade, preocupados mais com a política rasteira, com os shows midiáticos e menos com as urgentes e atrasadas providências, que teimam em postergar para as calendas gregas como se sócios fossem das fábricas de ataúdes, de floriculturas e fábricas de velas, artigos este de que se está a fazer largo gasto.

Mas desfaçamos as rugas de preocupação da face cansada e ampliemos o olhar para o ano a percorrer e tentemos perscrutar o futuro próximo, o que nos aguarda. Começamos pela possibilidade fascinante das vacinas que, hipoteticamente, pode nos tornar imunes a este vírus sórdido e suas vis mutações. Passemos a economia.

Passemos pouco ao largo da debacle mundial, pois cada nação tem lá suas próprias sarnas para coçar. Olhemos aqui, na terrinha de Santa Cruz. Os dados recentes nos dão um universo de doze milhões e meio de desempregados ou subempregados. Porém, a abertura de postos de trabalho no último trimestre do ano findo, aponta para uma retomada, ainda lenta, mas gradual e firme da atividade econômica, dos meios de produção.

Claro que os diversos setores da atividade produtiva não serão capazes de absorver contingente tão grande, então também é necessário a contribuição do setor público, especialmente a União e os Estados retomarem obras paralisadas e materializar projetos que dormitam em mesas e gavetas de Ministérios e Secretarias, pois são estas obras que fazem a abertura em escala das vagas de trabalho.

Já os municípios, estes, coitados, orçamentos diminutos, receitas escassas, não podem projetar grandes obras. Em plano mais amplo, um combate mais efetivo à violência, ao crime desorganizado, a extinção das infames milícias dos grandes centros, criadas e vivendo à sombra do poder, o extirpar definitivo da corrupção que nos rouba a saúde e a educação. Enfim, o ano promete...


Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711