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OPINIÃO

Vírus do bem-estar


(Foto: Divulgação) /

Sim, você leu corretamente: "Vírus do bem-estar". Por que não sonhar e tornar real este vírus?

Tudo que sentimos e presenciamos pode nos afetar de maneira positiva ou negativa. Para que seja possível ter uma vida mais saudável e produtiva, precisamos desenvolver o equilíbrio emocional, pois ele será responsável por processar de maneira adequada cada sensação.

Mesmo sem os saudosos abraços, mesmo com o distanciamento, com o prosseguimento em olhar o mundo com máscaras, com o medo, com as incertezas, com o comprometimento, o descomprometimento e a responsabilidade/irresponsabilidade do prolongado confinamento, o vírus do bem-estar pode fazer parte amenizando seus pensamentos, seus sentimentos, suas ações, reações neste cenário que não para de ampliar os números de contágios, de mortes, de falta de leitos de UTI, cenários presentes em seu cotidiano.

Cristian Dunker, psicanalista e educador, declarou nacionalmente o quanto a esperança pela chegada da vacina, começa a desesperançar a nós todos. Assim, de notícia em notícia vamos chegando ao nosso limite.

Ao acompanhar o início do ano letivo com tantas mudanças e adversidades, quando pensamos nas famílias que continuam mais uma vez com pouco acesso, tendo que articular o impossível para seus filhos fora da escola ou em educação remota, nos remetemos aos desafios da convivência.

Ao abrirmos espaço para esse "vírus do bem-estar", poderemos quem sabe analisar com mais perspicácia o contexto.


Como continuar gerenciando minhas emoções, e, consequentemente as de quem estão em meu entorno? E a capacidade em ampliar a compreensão quanto ao meu/nosso papel neste interminável contexto sem sair do salto? Onde buscar e praticar dicas sobre habilidades tão complexas? Como continuar uma pessoa amorosa, contente, paciente, sendo espectadora e ouvinte, sendo flexível diante dos limites impostos pelo "Fique em casa" tão estendido e à princípio sem fim?

Momento para propagar o Vírus do bem:

Ser cada vez mais paciente, estar atento em como temos nos expressados verbal, corporal/ facial ou comportamentalmente, já que somos testados todo o tempo. Focar em devolver da melhor forma o que nos magoa, nos irrita, nos desafia, "fazendo o bem".

Que tal intensificar a escuta? Ou os recados, elogios, sugestões. Os benefícios podem ser surpreendentes e poderão fortalecer os vínculos emocionais com quem os recebe, gerando melhores sentimentos, comprometimentos, delegação de funções, ampliação de parcerias e habilidades humanas essenciais. Muitas vezes o que não é dito não é compreendido. Outras vezes, ouvir e repetir a importância dos vínculos faz toda a diferença. A partir dos "retornos" estabelecer novos combinados.

O sonhado vírus imaginário do bem-estar pode se tornar real.

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