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OPINIÃO

Além do meu umbigo

É hora da gente cuidar da gente


No último mês, a sociedade toda decorou cinco frases. Meu  sobrinho, de 6 anos, e meu avô, que completou 90 anos, na última segunda-feira (13), em meio a pandemia, sabem bem: "Use álcool gel", "lave bem as mãos", "fique 1,5 metro de distância das pessoas", "use máscara ao sair de casa" e "só saia de casa se necessário". Por mais que sejam atitudes simples, e consideradas "baratas", afinal, uma máscara pode ser improvisada  em casa, com qualquer tecido e há sabão por R$ 3 no mercado, ainda assim são atitudes que obedecem a máxima  de que "na teoria tudo é mais fácil". 

É que, pensando bem? Ficar em casa onde há três cômodos, contando o banheiro, onde mora um casal e mais quatro filhos é difícil simplesmente "ficar em casa", ainda mais  quando o pai está sem dinheiro, porque é trabalhador autônomo e ficou sem receber nos últimos dias. Falta dinheiro  para o leite, vai ter dinheiro para o álcool gel? 

O novo coronavírus despertou sensações e pensamentos em pessoas do mundo todo. Incertezas, medos e inseguranças bateram na porta de ricos, pobres, chineses, brasileiros,  homens, mulheres, crianças, empresários, empregados? Não teve uma pessoa que não alterou, ao menos, uma prática do seu dia a dia. 


(Foto: Divulgação) /

Sim, o mundo não será mais o mesmo depois da pandemia  da Covid-19, mas não podemos romantizar isso. Há pessoas morrendo, há milhares de famílias enlutadas.  Mas a gente pode minimizar os impactos a nossa volta. Apoiar campanhas de comprar no comércio local e fazer doações às famílias carentes é a forma mais fácil de dar o ponta pé na primeira peça de um efeito dominó que impacta lá na  casa do pai dos quatro filhos que ficou sem o dinheiro do leite. 

Esse cara, eu e você fazemos a economia girar, mas só se  tivermos saúde. Por isso, use máscara, apoie o comércio, doe o que pode. Olhe para além do seu umbigo. É hora da gente cuidar da gente. Pode contar comigo, eu conto com você.

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