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OPINIÃO

Aí eu aponto o dedo

Cabe agora e sempre, praticar sentimentos mais nobres


No que se chama nas organizações de Rádio Corredor, noticiava a quebra do isolamento. Gente que veio do Alto Vale do Itajaí para visitar parentes, matar a saudade na terra de Curitibanos e comemorações de aniversário. Dentre os visitantes, uma pessoa poderia, repito, poderia, testar positivo para Covid-19.

A Rádio Corredor amplificava suas informações e em redes sociais, paladinos da moral e dos bons costumes, ferrenhos defensores do isolamento social, do uso de máscaras e do álcool gel, teciam comentários depreciativos e maldade assustadora. Aqui, parênteses sobre este "foro de debates", que são as redes sociais. Terra de ninguém, lugar onde se diz o que quer e Vomitam frustrações pessoais, sem se preocupar que existem famílias envolvidas no assunto. Homens, mulheres, crianças que acessam diariamente, infelizmente sem filtro ou controle.

Voltando ao fato amplamente noticiado pela Rádio Corredor, este semanário, se me permitem dizer sem modéstia, sério e responsável, como não poderia deixar de ser e fazer, foi atrás dos fatos ouvindo todos os responsáveis e trouxe em  suas páginas na última edição a explicação dos fatos. Chama atenção, que imprensa responsável com endereço e CNPJ é mais cobrada que o "foro de debates irresponsável". 

Tempos de pandemia com parcial isolamento e incertezas nos tornam vorazes insensíveis. Abrimos a "latrina moral", apontamos para todos os lados, julgamos, pré-julgamos e Insensivelmente condenamos.

Pessoalmente, acredito que houve um descaso às regras de isolamento e distanciamento social, amplamente divulgadas. Também acredito, que nos cabe agora e sempre, com ou sem pandemia, praticar outros sentimentos mais nobres como compreensão, generosidade e empatia.

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