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OPINIÃO

Fazer a nossa parte

Não é politicagem, é realidade e ela está batendo com força na nossa porta

Por Dilmar Rodrigues


Outro dia em um grupo de estudos, uma jovem revelava toda sua revolta com o desrespeito de muitos com as regras de distanciamento social. Dizia que enquanto ela não podia ir no mercado, pois precisou ficar de resguardo, um grupo de amigos postava fotos de reuniões regadas com cerveja e acompanhamentos, sem o mínimo de distanciamento. 

Enquanto escrevo, dos seis leitos de UTI do Hospital Hélio Anjos Ortiz (HHAO), quatro estão ocupados. Os diagnósticos se multiplicam a cada dia nos municípios da região e nosso hospital é a referência para acolher esses pacientes, caso necessária internação. Prefeitos e profissionais de Saúde imploram todos os dias para que a população não relaxe nos protocolos de distanciamento social, uso de máscaras e álcool gel, para evitar o aumento de casos. Mas ainda é ignorado. 

Desde o início da pandemia, foi informado o número de leitos de UTI disponibilizados pelo hospital para atender pacientes infectados da região. Os pedidos de cuidado eram e são, para evitar superlotação.

Não quero e não estou sendo alarmista, apenas avaliando junto com meus pares de Redação desse semanário, que deveremos ter dias difíceis pela frente. Basta olhar para a movimentação das autoridades públicas das maiores cidades do estado, dos grandes centros do Sul do Brasil, que estão revendo os processos de relaxamento de controle da pandemia. Os casos estão aumentando, os hospitais estão próximos da sua capacidade máxima de internação, a exemplo de outros estados e regiões do Brasil. 

Não estamos isolados ou imunes ao vírus. A nossa parte, como disse no título, é respeitar e divulgar as regras estabelecidas para evitar a propagação da Covid-19. Não é politicagem, é realidade e ela está batendo com força na nossa porta. 

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