38 anos.png
ARTIGO DO LEITOR

Outra crise?

Questão é ética também, já que se alguém ganha, outro perde'

Luiz Affonso Romano Diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças


(Foto: Arquivo pessoal)/

Estamos vivendo mais uma crise na economia, a decorrente da acelerada automação, acompanhada agora da sanitária e, no Brasil, também da política - todos concordam. Vai durar muito? Só divergimos quanto ao prazo. Também se discutem as responsabilidades. Foram inconsequentes? Parece que sim. Desligaram-se os controles? Tudo indica. E assim por diante, um monte de acusações e caça aos culpados e até de alguns bodes expiatórios. Por que não lembramos do Millôr? "Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados".

 Ora, porque não concordarmos todos que a crise foi e é, afinal e antes de tudo, além de falta de planejamento, um fenômeno de amoralidade e ausência de ética de esquecermos que nosso direito e necessidade terminam onde começa os dos outros - fingindo não saber -, que se alguém ganha, alguém em consequência perde e quando se ganha exageradamente, o mesmo ocorre, de sinal trocado.

Mesmo com a foto esmaecida, confusa, vamos parar de chorar e apresentar uma proposta. Funcionaria assim: o governo concederia estímulos creditícios e fiscais, benefícios cambiais e exclusividade em fornecimento aos governos. Em troca, as empresas se comprometeriam em não despedir seus efetivos - por um prazo específico, principalmente, nos setores mais críticos e para os níveis hierárquicos menos elevados, até três ou quatro salários mínimos, por exemplo.

Ficam o comentário e a sugestão. Para grandes e desconhecidos males, homéricos remédios. Enfim, continuamos a chorar o leite derramado ou construímos novas oportunidades, realimentando e engajando todos corajosamente mais e melhor nosso plantel leiteiro?


Conexão master site.png

Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711