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VARIEDADES

Desbravando os rios da região

Aldo Dolberth conta sobre como é praticar caiaquismo pelos rios da região

Por Rubiane Lima


(Foto: Arquivo Pessoal) /

Hobby, prática esportiva, atividade física, lazer, aventura, método anti-stress e meio de fazer novos amigos. Assim o curitibanense Aldo Dolberth tem desenvolvido a prática do caiaquismo na região, que é tão rica em rios e locais para o esporte. Ele conta que em um raio de 30 quilômetros, chegou a encontrar seis rios, já navegando por todos, mas antes da compra de um caiaque, ele dá dicas de segurança para que a prática não se torne um pesadelo.

Sempre com veia aventureira, Aldo é apaixonado pelo contato com a natureza e foi a partir daí, que assistiu vídeos e se encantou pelos passeios de caiaque. Para fazer um teste e ver se a prática realmente o agradaria, pediu um caiaque emprestado e outra vez, alugou um para passeio no mar, até que comprou seu primeiro caiaque, modelo lambari, de fibra, e iniciou a prática em açudes. "Tinha vontade de ir nos rios, mas sozinho não tinha coragem. Convidava um amigo ou outro, mas não tinham o equipamento, daí comprei quatro caiaques para emprestar aos amigos e foi onde começou", relata o aventureiro.

Para garantir a segurança, ele explica que acertar no modelo do caiaque é importante. "Para os rios da nossa região, não é recomendável de fibra devido as pedras. O modelo inflável também tem o risco de furar. O que achei melhor foi o modelo de plástico polietileno", explica, ainda, que no início o recomendado é emprestar o equipamento de alguém e treinar em açude ou alagado raso e seguro, para criar confiança e dominar as técnicas de manejo do remo da embarcação. "Com os equipamentos de segurança, se torna um esporte tranquilo e seguro. É imprescindível o colete salva-vidas e uma sapatilha de mergulhador, caso entre na água para evitar cortar o pé em pedras ou até mesmo se cair, não atrapalhar o nado. O caiaque não afunda e se você estiver com o colete adequado, também não afunda", informa Aldo.

(Foto: Arquivo Pessoal) /

Durante os passeios, ele diz ser comum encontrar animais exóticos, árvores, plantas (inclusive medicinais), cachoeiras e demais belezas naturais. "Nós temos uma beleza natural na região extraordinária, é um passeio ecológico além de um exercício físico", conta. Entre os perrengues já enfrentados, ele destaca os tombos nas quedas d'água e correntezas do Rio Correntes, além de perda de objetos como óculos, celular, facas, cadeira e objetivos pessoais. "Outros perrengues foram mais por conta de lendas, tipo do poço que puxa para o fundo, redemoinhos, mas o mais temível foi a cobra sucuri nos alagados do Rio das Pedras. Qualquer movimento, capivara ou lontra que caía na água o susto era certo, mas nunca vimos nenhuma cobra deste tipo nos rios da região", brinca Aldo.

Segurança

Para que o passei possa ser aproveitado da melhor maneira possível, o curitibanense recomenda nunca entrar na água sem colete salva-vidas, evitar consumo de bebida alcoólica durante a prática do caiaquismo, nunca ir sozinho para o rio, ter rádio comunicador, levar objetos pessoais em saco inflável e impermeável, cordas, luvas, facas, calçados adequados, além de não esquecer de passar protetor solar, usar chapéu ou boné e repelente.

Aldo conta que participa de um grupo com cerca de oito caiaqueiros do município, que esporadicamente se reúnem para explorar os rios da região. Além dos cuidados, ele destaca ser necessário ter um carro de apoio, para carregar a bagagem, levar até o local de largada e depois esperar no ponto combinado de resgate. Segundo as dicas, Aldo garante que a aventura e divertimento são certos. "Você tem oportunidade de conhecer lugares, ter concentração, adrenalina, é uma mistura de tudo que torna apaixonante", conclui dizendo que além dos rios da região, já andou de caiaque pelo Rio Pelotinhas, na Coxilha Rica, em Santa Cecília em rios e alagados, e no mar em Florianópolis, com o rio preferido para prática, sendo o Rio Marombas, em Curitibanos.

(Foto: Arquivo Pessoal) /




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